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Isabela Paiao
02 de set. de 2020
In EVENTOS
Em meio a pandemia, várias exposições disponibilizaram tours 360 graus online, e o Farol Santander não ficou de fora. Além de tudo a exposição é de graça o que a deixa muito mais acessível para todos Para fazer você sentir como se estivesse lá eles colocaram sons e animações muito incríveis e agora vou falar sobre minhas partes favoritas Devaneios – Os Mundos de JeeYoung Lee A mostra da artista sul-coreana JeeYoung Le, traz as instalações "The Panic Room" (O Quarto do Pânico) e "My Chemical Romance" (Meu Romance Químico) e está localizada no 22º andar. Eu achei muito mágico, surreal e divertido de olhar. A mistura de cores e padrões da artista deixou tudo mais legal de se ver História da Cidade de São Paulo: Banco de 1950 Eles recriaram o ambiente do banco, com sons, máquinas de escrever, vestimentas da época e várias outras coisas. Realmente senti como se eu tivesse vivendo naquele ambiente na década de 50. Até uma reunião na sala de conferência foi recriada, onde é possível ouvir vozes e diálogos com pautas da época Constelação – Somos Todos Feitos de Luz No 23º andar, a exposição da artista visual croata Maja Petric, traz uma nova visão de arte digital. É uma instalação de arte imersiva que utiliza luz interativa, som algorítmico e inteligência artificial para evocar uma constelação em que cada pessoa se torna uma entre as estrelas. À medida que os visitantes se movem pela galáxia de estrelas, a luz é extraída de suas formas, deixando rastros de sua presença pela paisagem estelar. Em minha opinião as melhores partes foram: os sons místicos e as luzes. Porém, essa é uma exposição que seria mais legal ver ao vivo, visto que as estrelas recriam a sua forma, e não é possível fazer isso online. Eu amei muito!!!
Farol Santander content media
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Isabela Paiao
01 de set. de 2020
In RECOMENDAÇÕES
Adélia Bezerra de Meneses é professora de Teoria Literária na USP e na Unicamp e já publicou diversos livros em sua carreira. Nesse post vim recomendar dois livros que ela escreveu que focam nas construções de Chico Buarque: Figuras do Feminino e Desenho Mágico Figuras do Feminino “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.” - Fernando Pessoa Essa citação se relaciona muito com a relação de Chico com o feminino. O autor já escreveu dezenas de canções com eu-líricos femininos, conseguindo captar de forma sensível sentimentos de suas personagens. Ele como poeta, finge muito bem. Esse livro analisa canções como Meu Guri, Pedaço de Mim, Cala a Boca Bárbara e muitas outras, mostrando detalhes e referências geniais nessas construções que provavelmente passariam despercebidos. A autora nos mostra com louvor a complexidade da escolha e posicionamento de palavras, e isso foi muito revelador para mim. Pois percebi o quanto uma canção esconde mais do que revela. Desenho Mágico “Pra que buscar o paraíso Se até o poeta fecha o livro Sente o perfume de uma flor no lixo E fuxica” - Cazuza Se você deseja saber mais sobre a política nas canções do Chico Buarque, esse é o livro para você. Desenho mágico aborda temas como a ditadura militar e sua influência na obra do compositor, revelando a importância da poesia em tempos de repressão. A arte é resistência, é a flor no lixo e é muito interessante a forma que Adélia trata do tema. É um livro com uma pegada mais histórica, quando comparado ao Figuras do Feminino. A autora percorre desde a formação de Chico no contexto populista do nacional- desenvolvimentismo a sua vida universitária na emergência dos movimentos como MEP e MCP. Adélia analisa obras como : O que será, Apesar de você, e Noite dos Mascarados Minha opinião: Sempre me interessei muito pela poesia por trás das canções, principalmente as brasileiras. Porém, esses dois livros me fizeram perceber que a profundidade poética por trás das letras do Chico é muito mais profunda. É uma leitura bem didática, gostosa e nada pesada. Vale muito a pena! Eu fiquei diversas vezes: Nem ferrando que ele fez isso! Gostou da indicação? :)
Chico Buarque explorado por Adélia Bezerra de Meneses content media
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Isabela Paiao
31 de ago. de 2020
In RECOMENDAÇÕES
Westworld é uma série repleta de plot-twists espetaculares, referências filosóficas e culturais e traz diversos questionamentos pessoais. Sua trama se passa em um parque temático futurista para adultos ricos. Esse parque reproduz o Velho Oeste e é povoado pelos chamados “anfitriões”, andróides que são fisicamente e mentalmente muito semelhantes à humanos. Esses androides são programados para acreditar que são humanos vivendo uma vida normal, e os clientes podem fazer o que quiserem com eles, sem nenhuma restrição. Agora quero contar sobre alguns pontos que deixam a série mais extraordinária. Referência ao "Homem Vitruviano" de Leonardo Da Vinci na abertura da série Influência da psicanálise Westworld baseia-se fortemente nos princípios básicos da psicanálise de Sigmund Freud. O teorista dividiu a mente em três partes: Id, Ego, Superego. De uma forma resumida é no Id que se localizam os instintos primitivos desejos animalescos de um indivíduo, como fazer sexo, matar, comer. O parque Westworld é um grande Id, sem as interferências morais do Superego, a parte que incorpora os valores morais da sociedade. E talvez seja por isso que os clientes pagam milhões para ir visitar aquele lugar, é onde eles encontram quem eles realmente são. Além disso, a série também aborda a questão do inconsciente no sonho. Trilha sonora Além de ser uma série viciante, Westworld também possui uma trilha sonora muito criativa. Ramin Djawadi, um compositor que fez trilhas de Game of Thrones e Prison Break transformou clássicos do Rock e Jazz em uma versão de piano. Algumas músicas que aparecem: Black Hole Sun, Paint it, Black e Back to Black. Outras referências Além da referência ao Homem Vitruviano, outras obras clássicas aparecem na narrativa como “A Criação de Adão” do Michelangelo. Minha opinião: Se você quer ser desafiado mentalmente e filosoficamente essa é a série para você. Eu fiquei impressionada com a genialidade da construção dessa série. Depois de ver um episódio fico horas pensando sobre ele. Se o DNA é um código o que nos diferencia desses andróides? Será que nossas ações são totalmente determinadas pela placa de controle chamada cérebro será que temos livre arbítrio? Qual seria a consequência de assumir que não temos? Se você já viu, por favor me mande uma mensagem para nós conversarmos sobre :) E se você vai ver a série, pense porque de todos os cenários possíveis, visto que ela se passa no futuro, os donos desse parque escolheram o Velho Oeste? O que isso diz sobre nós humanos?
Westworld: Uma fantasia mais que real sobre a existência humana content media
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Isabela Paiao
27 de ago. de 2020
In RECOMENDAÇÕES
A produção da HBO constrói um retrato profundo da geração Z, deixando olhos, ouvidos e mentes intrigados, pois conta uma direção artística e músicas de tirar o fôlego. É uma séria adulta sobre adolescentes, e não podemos chamá-la de clichê. Logo no início somos introduzidos à história pela protagonista viciada em drogas Rue (Zendaya), e ao longo dos episódios somos apresentados as histórias dos demais personagens, e assuntos como drogas, sexo, sexualidade, gênero, relacionamentos abusivos, problemas com os pais são abordados. Assim, uma pauta de discussão sobre os problemas enfrentados pelos adolescentes é criada. Audiovisual inovador: Sam Levinson, criador, roteirista e diretor da série inovou com uma iluminação colorida, onde o espectador sente que está sempre em um clipe de música pop. Além disso, ele apostou em uma variedade de planos, que deixam a produção mais rica fotograficamente. Muito mais que maquiagem: Um dos tópicos que mais viralizaram dessa série é a maquiagem utilizada pelos personagens. Virou uma tendência icônica, reconhecida sem necessidade de introduções. Caracterizada pelo uso de cores vibrantes, formas geométricas e o uso exagerado de glitter ou strass, as maquiagens revelam traços de personalidade dos personagens. “Todas as maquiagens carregam mensagens subliminares sobre o estado emocional das personagens” - Daniella Davys (Criadora das maquiagens) Trilha Sonora: Eu caracterizo a trilha sonora de Euphoria com 3 palavras: intensa, viciante e vibrante. Todo ser humano na terra deveria ouvir. Com diferentes gêneros incluídos na trama, as músicas retratam de forma brilhante os sentimentos da Geração Z. Drake é um dos produtores executivos da série, e convidou o cantor britânico Labrinth para compor e cantar a trilha sonora original da série. Porém, além dos sons originais, artistas como Beyoncé, Billie Elish, BTS e Lizzo também deixaram sua marca. É sem dúvidas, uma das melhores trilhas sonoras que eu já ouvi. As músicas, assim como toda composição artística, dialogam muito com as cenas e seus significados Link de “All for us” para você dar uma espiada no que eu estou falando: https://www.youtube.com/watch?v=Z5jWsM07fuI Minha opinião: Enquanto eu assistia eu me identifiquei com muitos sentimentos sentidos pelos adolescentes retratados, mesmo que em uma escala diferente. A abordagem da série faz com que o espectador realmente sinta que conhece o personagem, pois a história de cada um é contada desde a infância. Assim conseguimos perceber que esses adolescentes problemáticos são um produto de algo bem mais profundo. Apenas consequências. São personagens traumáticos, imperfeitos, humanos, e acho que é por isso que muitas pessoas se identificaram com a série. Deixo algumas perguntas: Quem são os indivíduos que fazem parte da Geração Z? Porque os adolescentes se identificaram tanto com essa série? Quais acontecimentos nas nossas vidas nos fizeram desse jeito? Não tenho mais explicações! Só sei que é uma série que vale muito a pena ver! É um agrado para mente, olhos e ouvidos! Eai? Gostou da indicação? Compartilhe conosco!
Euphoria: Geração Z em forma de série content media
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Isabela Paiao

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